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UNIMED.
DIA DO MÉDICO.

A Unimed chamou para um filme de Dia do Médico.
A diferença é que havia uma permuta para veiculação
no Fantástico e no Jornal Nacional. Não era só um vídeo institucional. Era o horário comercial mais caro do Brasil.
Era vitrine máxima. E o prazo? Dez dias do roteiro até
a cópia no ar.

 

Ideia, aprovação, produção e finalização comprimidos.
A plasticidade precisava ser impecável. Não dava para parecer pequeno. Mesmo com verba controlada. A solução foi simples
e inteligente. Em vez de prometer uma superprodução impossível, apostamos na força da diversidade real. Diferentes rostos, diferentes especialidades.

Close nos crachás ampliavam a percepção de escala
e multiplicavam o elenco
na cabeça de quem assistia.
O detalhe virava grandeza.

A locução veio firme, sem exagero, respeitando
o peso da data e o tamanho da audiência. Um filme direto,
preciso e à altura da tela onde seria exibido.

 

E, já que era o espaço comercial mais caro do país, eu não podia perder a oportunidade. Me coloquei rapidamente no vídeo, um pequeno easter egg. Porque se é para aparecer, que seja no intervalo mais nobre da televisão brasileira.

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