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UNIMED.
DE BRAÇOS ABERTOS
PARA O NOVO.

No pós-pandemia, o mundo tinha encolhido ao tamanho
da varanda. As ruas vazias, as janelas abertas e as pessoas tentando se reconhecer à distância. A Unimed Brasil precisava de um filme que falasse de esperança sem soar como propaganda oportunista, que tocasse na palavra cuidado sem transformar isso em discurso pronto.


Partimos de um comportamento real daquele período: encontros possíveis, mesmo separados. Criamos três personagens isolados em seus próprios apartamentos,
cada um atravessando o silêncio à sua maneira, usando
a própria arte como forma de continuar presente.
Um som que atravessa a rua. Um gesto que responde do outro lado. Um olhar que entende que não está sozinho.
A distância vira diálogo.

O filme costura essas vidas até que o que era individual começa a se misturar. O que era solidão vira troca. A rua, antes vazia, deixa de ser cenário de ausência e passa a ser promessa de reencontro.
 

E quando o mundo começa a abrir de novo, eles finalmente descem. O encontro que antes era feito de som e imaginação vira presença real, corpo na rua, proximidade possível.
Sem euforia exagerada. Só o peso simples e simbólico
de estar perto outra vez.

 

Trabalhei em todas as frentes do projeto, com foco principal na direção de cena e na construção desse universo sensível, ajudando a transformar um período de distância em uma narrativa de aproximação. Um filme que não anunciava esperança. Ele deixava ela acontecer.

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